E
se você pudesse aprender tudo aquilo que quisesse neste momento? Ou mover
qualquer objeto com a força do pensamento? O ser humano sempre gostou da ideia
de ser poderoso, de possuir dons que o tornassem único. O domínio desse campo pode
trazer vantagens com relação às demais pessoas, contribuindo com a dominação de
mentes e autoritarismo, ao mesmo tempo que poderia representar grandes avanços científicos,
auxiliando os estudiosos na descoberta de curas para doenças, por exemplo.
No
filme Lucy, estrelado por Scarlett
Johansson (a Viúva Negra de Os Vingadores,
em um filme que não ressalta apenas a beleza da atriz), as possibilidades
proporcionadas por meio da utilização total da atividade cerebral são exploradas em uma trama que combina ação, ficção e Ciência.
Em um momento, o personagem de Morgan Freeman, Professor Norman, um estudioso, explica aos presentes em uma palestra sua teoria sobre os efeitos gerados pelo uso da mente humana em diferentes proporções e a representatividade disso para a humanidade – se tivéssemos condições de voltar ao passado e depois retornar ao presente; se conseguíssemos lembrar de fatos impossíveis de serem rememorados (por exemplo, na época em que você estava na barriga de sua mãe).
Em um momento, o personagem de Morgan Freeman, Professor Norman, um estudioso, explica aos presentes em uma palestra sua teoria sobre os efeitos gerados pelo uso da mente humana em diferentes proporções e a representatividade disso para a humanidade – se tivéssemos condições de voltar ao passado e depois retornar ao presente; se conseguíssemos lembrar de fatos impossíveis de serem rememorados (por exemplo, na época em que você estava na barriga de sua mãe).
Essa
passagem lembra um pouco esses documentários sobre a vida na Terra e cenas como
essa são alternadas com imagens em que Lucy vive na pele os efeitos colaterais
da transformação de seu organismo, que ganha superpoderes ao
consumir uma nova droga, a CPH4, que será lançada no mercado do tráfico. Virando
cobaia involuntariamente, a moça quase morre, mas ao invés disso, o personagem
vai se fortalecendo, seja física ou mentalmente. Ao passo que a heroína vai
ficando mais forte, parece que os traços e sentimentos que caracterizam o homem
e suas relações vão enfraquecendo em sua personalidade, deixando a jovem cada
vez mais racional e impessoal.
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| Crédito: Jessical Forde / © EUROPACORP - TF1 FILMS PRODUCTION - GRIVE PRODUCTIONS |
No
fim do filme, apesar de Lucy fazer o que é certo com sua capacidade mental e
física extraordinárias, fiquei na dúvida se esse poder realmente seria algo bom
se fosse possível alcançá-lo, já que muitos o direcionariam para executar os
próprios interesses, passando por cima de qualquer um para obter o que
desejassem – a exemplo da quadrilha que aliciou as pessoas para testarem a
droga ou mesmo a personagem principal, que mata um taxista quando viu que este
estava enrolando para ajudá-la e atrapalhava sua fuga.




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